Um disco que atravessa o tempo e virou um marco para a posteridade

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“Cadáver” reaparece em encontro literário
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Trinta e seis anos depois, “Cadáver pega fogo durante o velório” (1984) continua vivo e recebendo elogios da crítica. Considerado uma obra genial do compositor Fernando Pellon, o disco reaparece citado nesta entrevista que o autor deu para o jornalista Nilo Vieira do blog Bass Doom. Lançado no período da ditadura militar (1964-1985) o disco, nas palavras do entrevistador, “maldito por natureza, se tornou uma pérola oculta que segue sendo (re)descoberta por gerações de loucos”.

Fernando Pellon revela como nasceu o projeto do “Cadáver”, que é produto do coletivo cultural Malta da Areia, do qual ele fez parte juntamente com os parceiros Roberto Bozzetti, Paulinho Lêmos, Fátima Lannes, Tunico Frazão, Renato Calaça, Cássia Bonturi, Paulinho Leitão e Luís Maduro. Fala, também, sobre a sua afinidade com as obras de Augusto de Campos, Jards Macalé e a vanguarda paulista de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção.

Artista que teve seu trabalho censurado pelo regime militar, Fernando Pellon explica como foi a sua queda de braço com os censores. E conta, ainda, sobre o seu último show com o repertório do “Cadáver”, no Sesc Belenzinho (SP), onde dividiu o palco com Fátima Guedes, Paulinho Lêmos e os sambistas paulistanos Douglas Germano e Marcelo Pretto.

Para ler a entrevista na íntegra acesse o link https://bassdoom.home.blog/2020/07/13/entrevista-fernando-pellon/. Boa leitura!